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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Holandinha, para que está feio! Professores exigem a retomada imediata da mesa de negociação


Em resposta à política da inércia que impera na capital, sob o comando do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, a categoria de professores da rede pública municipal mostrou a força dos trabalhadores organizados e ocupou a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), localizada no bairro São Francisco.

Os educadores se concentraram na Praça da Igreja do São Francisco, de onde seguiram em caminhada pela Avenida Castelo Branco até o prédio da Semed. No local, um professor foi agredido pelos guardas da secretaria municipal de Educação, um fato que revoltou os manifestantes que interviram e conseguiram adentrar o local. Logo em seguida, proclamaram ocupação por tempo indeterminado, até que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior receba a categoria para negociar. Os docentes pleiteiam o reajuste de 7,64%, as perdas salariais de 2013 a 2016, equivalente a 16,7%  e gratificação de incentivo à docência de R$ 400,00.



Os professores também exigem a concretização do plano de reforma para as 266 escolas da rede e a construção das 25 creches que nunca foram concretizadas, apesar de o recurso ter sido encaminhado para o município. Os docentes, que há anos sofrem com o regime de desvalorização e retirada de direitos por parte dos governantes, pedem condições de trabalho, além de melhorias nos espaços escolares para que as crianças e os jovens possam de fato aprender. Outras reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras da educação consistem no investimento de políticas educacionais que garantam merenda escolar de qualidade; segurança nas escolas; transporte escolar regular; material didático e pedagógico, dentre outras necessidades.


No comando de um governo desacreditado e que vem gerando, cada vez mais, revolta da classe trabalhadora e da população, Edivaldo Holanda Júnior e seu secretariado, além de seus aliados políticos, têm representado uma era de declínio generalizado em toda a capital, que atinge educação, saúde, transporte, economia, etc. O fato é que a sociedade ludovicense não tem um representante público que gerencie a cidade, bem como os impasses que surgem a partir das relações sociais, de trabalho, dentre outros.

“O prefeito age como um burguês carrasco do proletariado; não respeita os direitos dos profissionais do magistério e dos alunos que necessitam do ensino público; temos que dizer ao chefe do executivo que somos nós, professores, que fazemos essa educação acontecer mesmo sem as condições. Vamos permanecer firmes, professores, pois as nossas conquistas só foram alcançadas com o suor da nossa luta. Verás que um professor não foge à luta”, bradou a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco.


Professores e professoras permanecerão organizados em resistência até que esse governo conceda o que é de direito da categoria e, também, garanta o direito dos alunos da rede pública municipal. Ocupar, resistir, para negociar. Verás que um professor não foge à luta. Respeito e valorização, já.

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