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As pesquisas falaciosas e os números mágicos da pré-campanha de Braide




A cada nova pesquisa divulgada por institutos cercados de questionamentos judiciais, cresce a impressão de que a pré-campanha de Eduardo Braide virou uma operação permanente de construção artificial de narrativa. É assim com São Luís, é assim no digital e, agora, é assim também com pesquisas eleitorais. Tudo parece inflado, maquiado e embalado para vender uma sensação de favoritismo que começa a enfrentar resistência até dentro da Justiça Eleitoral.


O caso mais recente envolve o instituto IPPI. A Justiça mandou suspender uma pesquisa após identificar irregularidades no registro obrigatório no TSE. A decisão foi clara ao apontar que pesquisas possuem potencial de influenciar o eleitorado e o “voto útil”. Curiosamente, pouco depois da suspensão, surgiu outro levantamento semelhante, alimentando a suspeita de uma manobra para driblar a decisão judicial e manter viva a propaganda eleitoral disfarçada de pesquisa técnica.


E não para por aí. O instituto Veritá, também frequentemente utilizado para impulsionar narrativas favoráveis ao grupo de Braide, já foi alvo até de parecer da Procuradoria Regional Eleitoral. O Ministério Público apontou irregularidades graves em um levantamento que colocava o ex-prefeito de São Luís em um patamar completamente fora da realidade. Até os órgãos de controle passaram a olhar essas pesquisas com desconfiança.


No fim das contas, o roteiro parece sempre o mesmo: números superlativos no Instagram, discursos desconectados da realidade de São Luís e pesquisas cercadas de polêmicas tentando sustentar uma imagem de força absoluta. Só que narrativa demais e realidade de menos começam a produzir um efeito perigoso: quando tudo parece exagerado, o eleitor passa a desconfiar de tudo. Inclusive das pesquisas que tentam vender um Braide que, fora do marketing falacioso,  não existe desse tamanho todo.

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