O deputado federal André Fufuca volta a protagonizar um movimento que reforça a imagem de político movido pelas conveniências do momento. Depois de apoiar o campo bolsonarista nas últimas eleições, ele conseguiu chegar ao Ministério dos Esportes do governo Lula por meio de articulações partidárias, demonstrando uma capacidade rara de transitar entre campos políticos opostos sem maiores constrangimentos.
Agora, ao romper com o grupo do governador Carlos Brandão, de quem foi aliado durante os últimos quatro anos, Fufuca adiciona mais um capítulo a uma trajetória marcada por mudanças de posicionamento. A possível aproximação com Eduardo Braide chama atenção não apenas pelo rompimento com o governador, mas também pelo afastamento de um projeto político alinhado ao presidente Lula para se aproximar de um pré-candidato identificado com setores do bolsonarismo.
Na política, divergências e mudanças de rumo fazem parte do jogo democrático. O que diferencia o caso de Fufuca é a frequência com que essas mudanças acontecem e a facilidade com que alianças antes apresentadas como sólidas são deixadas para trás quando surge uma nova oportunidade política. Esse comportamento alimenta a percepção de que compromissos têm prazo de validade curto quando confrontados com interesses eleitorais mais vantajosos.
Mais do que um rompimento com Brandão, o episódio reacende dúvidas sobre a confiabilidade política de Fufuca e sua capacidade de sustentar projetos de longo prazo. Afinal, quando mudanças de lado se tornam recorrentes, a principal vítima deixa de ser um aliado específico e passa a ser a própria credibilidade de quem as protagoniza.

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