A crise no transporte coletivo da capital maranhense voltou a se agravar. O prefeito Eduardo Braide acumula atrasos no pagamento do subsídio às concessionárias, e o fantasma de uma nova paralisação já ronda São Luís. A instabilidade atinge diretamente milhares de usuários que dependem do serviço diariamente.
No último sábado (21), a Expresso Rei de França (1001) encerrou as atividades e iniciou a dispensa de trabalhadores. A medida compromete o atendimento em mais de 15 bairros, ampliando o clima de insegurança no sistema. Até agora, não houve anúncio oficial de um plano emergencial para suprir as linhas afetadas.
Representantes do setor apontam que a principal dificuldade está na irregularidade dos repasses municipais. Embora a Prefeitura sustente o discurso de manutenção da tarifa, o desequilíbrio financeiro das empresas revela um modelo que não se sustenta. O aumento contínuo do subsídio não veio acompanhado de melhorias estruturais visíveis à população.
Há cerca de um ano, o Executivo municipal anunciou que promoveria uma nova licitação para reestruturar o transporte urbano. A promessa, no entanto, não avançou. Após cinco anos de gestão, persistem as queixas sobre frota insuficiente, atrasos frequentes e falta de previsibilidade no serviço.
Com o risco de nova greve, a população volta a temer transtornos na rotina. Em ano de eleição, a condução dessa crise se torna um indicador político relevante. Afinal, a qualidade do transporte público é um dos termômetros mais sensíveis da capacidade de gestão de qualquer governo municipal.

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