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Milícia digital de Braide parte para cima de mães que perderam seus filhos no Hospital da Criança




A milícia digital ligada ao pré-candidato Eduardo Braide parece não ter nenhum escrúpulo quando o assunto é defendê-lo. O caso das mortes no Hospital da Criança é mais um episódio em que esse grupo atua nas redes sociais para proteger o ex-prefeito de São Luís, mesmo diante de um tema de extrema sensibilidade.


Uma das mães que perdeu o filho em meio às denúncias envolvendo o Hospital da Criança foi alvo de uma onda de ataques nas redes sociais. Em vez de ter sua dor respeitada, passou a ser tratada como se estivesse motivada por interesses políticos, e não pela revolta diante da perda do próprio filho.


O modus operandi desse grupo organizado nas redes sociais para atacar adversários e defender Eduardo Braide lembra a estratégia de mobilização digital utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Atacar uma mãe que perdeu um filho e atribuir a ela interesses políticos revela um nível de crueldade difícil de compreender.


Nenhuma estratégia de comunicação justifica atacar mães que carregam a dor irreparável da perda de um filho. Se a resposta a denúncias e questionamentos é desqualificar vítimas e familiares, a política perde qualquer compromisso com a humanidade. Há limites que não deveriam ser ultrapassados.

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