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Morre a pioneira e cronista Regina Quintas, mãe de Paulinha Lobão, aos 99 anos, em Brasília




A história de uma das pioneiras que ajudaram a construir a identidade cultural de Brasília chegou ao fim na madrugada deste domingo (31/5). Aos 99 anos, morreu a jornalista, escritora e cronista Regina Stella Studart Quintas, que acompanhou de perto os primeiros anos da capital federal e transformou suas vivências em livros e textos que registraram a memória da cidade.


Natural de Fortaleza (CE), Regina chegou a Brasília em junho de 1960, poucos meses após a inauguração da nova capital. Formada em química, encontrou na literatura e no jornalismo sua principal vocação. Ao longo da vida, publicou obras como "O Reto e o Oblíquo", "Recado dos Ipês" e "Ciranda do Tempo", reunindo crônicas inspiradas no cotidiano e nas transformações da cidade que escolheu para viver.


Por mais de duas décadas, Regina também foi cronista no Correio Braziliense, onde registrou histórias, personagens e sentimentos que ajudaram a contar a trajetória de Brasília sob o olhar de quem testemunhou seu nascimento e crescimento.


Viúva do jornalista Expedicto Quintas, falecido em 1998, Regina construiu uma família numerosa. Deixa oito filhos, 16 netos e 13 bisnetos. Segundo a filha, Nise Maria Quintas, o maior legado da escritora foi o amor dedicado à família e às causas em que acreditava. “Ela foi o maior exemplo que a gente pode ter de um ser humano maravilhoso. Foi uma mãe linda, uma mulher comprometida com as mais belas causas da sociedade. Deixou sua marca como escritora, cronista, cidadã e, acima de tudo, como alguém que fazia do amor a base de tudo”, afirmou.


Entre as frases que costumava repetir, uma sintetizava sua forma de enxergar a vida: “Só o amor justifica a nossa presença neste planeta azul”. (Com informações do Correio Braziliense).

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