Depois de meses de espera e pressão pública, a prefeita Esmênia Miranda colocou fim a um impasse que se arrastava de forma injustificável: a liberação das emendas dos vereadores destinadas ao Hospital Aldenora Bello. A decisão escancara o contraste com a gestão do ex-prefeito Eduardo Braide, marcada pela retenção de recursos essenciais para uma unidade que é referência no tratamento do câncer.
Os valores já estavam assegurados, tinham destino definido e eram urgentes. Ainda assim, permaneceram travados durante a administração anterior, mesmo diante de cobranças insistentes de vereadores, órgãos de controle e da própria sociedade. Enquanto pacientes aguardavam atendimento e o hospital precisava expandir sua capacidade, a gestão Braide optou por segurar recursos que poderiam salvar vidas.
A liberação feita agora por Esmênia não apenas corrige esse bloqueio, mas também evidencia o custo da demora. O atraso comprometeu avanços importantes na estrutura da unidade e ampliou a pressão sobre um sistema já sobrecarregado. O que era para ser prioridade virou entrave e deixou marcas.
Ao destravar os recursos, a atual prefeita imprime um ritmo diferente e assume uma postura mais objetiva diante de um tema sensível. Nos bastidores, a avaliação é de que o episódio expõe, de forma clara, o contraste entre uma gestão que retinha recursos por picuinhas políticas e outra que resolve.

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