NOTA DE ESCLARECIMENTO


É preciso dizer a verdade para calar a mentira e os mentirosos.

Em respeito a todos os profissionais da rede municipal de ensino de São Luís e à minha história de luta, venho a público esclarecer os fatos e repudiar os covardes que se utilizam de um blog para distorcer a verdade e me atacar.


1- Milito no movimento sindical há quase duas décadas e, em momento algum, durante todo esse período, fiz conchavo com governador, prefeito e secretários. Muito menos fiz acordos espúrios com estes atores para auferir vantagem pessoal;


2 - Mente quem diz que eu não participei de nenhuma atividade de luta nessa greve. Estive nas assembleias, plenárias, nas atividades de rua e compareci à ocupação. É fato que não estive em todas, pois também sou professor da rede estadual. Agora, participei do primeiro ao último dia da luta, tanto é que recebi meu salário de agosto com o desconto das faltas;


3 - Quando me pronunciei na assembléia que suspendeu a greve, em momento algum fiz discurso demagógico e muito menos tive fala rechaçada pelos meus pares. Na ocasião, falei que estranhava a postura da diretoria do sindicato, pois esta tinha deixado de lado as reivindicações dos educadores, reduzindo o debate a uma disputa pessoal com o secretário de educação. Aliás, este alerta​ foi feito desde a assembléia ocorrida na FETIEMA. Foi ressaltado também o estranho fato da diretoria do sindicato não responsabilizar o prefeito e o vice-prefeito pelos problemas da educação. Afirmei que não entendia o porquê de não se ver na TV notas do sindicato desmentindo a propaganda do prefeito;


4- Esclareço que não integro o comando de greve e a comissão de negociação. Optei por ficar de fora, pois não acredito no sindicalismo pautado no golpismo e no coleguismo que é protagonizado pela diretoria do SINDEDUCAÇÃO.
A luta de classe que sempre rendeu bons frutos aos trabalhadores e pela qual me referencio, foi e é pautada em uma outra ótica e em outra postura;


5- Esse ataque à minha pessoa, não é obra do acaso e nem ocorre de graça. Os responsáveis por ele são os mesmos que conduziram nossa greve para o desfecho que teve. Eles não podem me culpabilizar por isso, mas agem no afã de me indispor com o professorado.


Diante do exposto, pergunto:

-- O que conseguimos com a greve? 
-- Quantos itens da nossa pauta de reivindicações foram atendidos? 
Para responder tais perguntas, é necessário que se conheça a pauta de reivindicações. Por que será que esta não foi amplamente divulgada na base da nossa categoria​ durante a greve?
-- Vamos ter reajuste???
Ah! temos que esperar o estudo de viabilidade econômica que está sendo feito pelo Ministério Público.
Antes que alguém diga que a greve não serviu para nada, afirmo: Serviu sim! seu desfecho evidencia o nível de amadorismo e despreparo da diretoria do SINDEDUCAÇÃO na condução da luta. 
-- Como iniciar uma campanha salarial sem antes realizar um amplo estudo das condições financeiras do município?
Os sindicatos que possuem diretorias competentes e comprometidas com a luta dos trabalhadores fazem esse dever de classe como pré-requisito para iniciar um movimento paredista.

Por último afirmo: apesar dos ataques e perseguições que sofro por parte dos governos e das diretorias dos nossos sindicatos, continuo disposto a encampar as lutas futuras em defesa de dias melhores para a educação pública, educadores e educandos.


“Três coisas não podem ser escondidas por muito tempo: o sol, a lua e a verdade."
(Buda)


Saudações!

Prof. Antonísio Furtado