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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Roberto Feitosa, o último dos moicanos


O advogado Carlos Roberto Feitosa Costa, o Roberto Feitosa, convocou para esta terça-feira (2) uma coletiva de imprensa, em que visa anunciar sua pré-candidatura à presidência da seccional do Maranhão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA), conforme convite distribuído em grupos de aplicativos de troca de mensagens. Com isso, ele passa a ser, em tese, o sexto candidato que pretende disputar o comando da tão poderosa seccional da OAB.

No entanto, nos bastidores, comenta-se que Feitosa figura como o último dos moicanos, ou seja, seria ele a aposta final para tentar barrar a onda Mozart Baldez, que, de forma espontânea e surpreendente, cresce na capital e interior, por representar, de fato, o sentimento de mudança que a advocacia necessita.

Não é primeira vez que Roberto Feitosa entra na disputa pela presidência da OAB. Em 2012, ele chegou a concorrer, mas perdeu o pleito para o ex-presidente Mário Maceira, que hoje apoia o advogado Carlos Brissac. Na época, Feitosa usava um discurso duro e chegou a afirmar que "lutava por mudança no atual modelo de gestão elitista, distanciada do cotidiano dos advogados, cobrando, inclusive, uma maior participação da classe".



O discurso dele contra a elite que comandava a entidade mudou em 2014, quando se aliou a Macieira e negociou o cargo de Conselheiro Federal, na chapa da advogada Valeria Lauande, derrotada nas urnas pelo atual presidente Thiago Diaz. Posteriormente, comungando das mesmas ideias, Roberto Feitosa se aliou a outros colegas, incluindo Daniel Blumme, fazendo surgir o grupo chamado Repense.

Entretanto, no meio do caminho, sabe-se lá porque, o antagonismo de ideais provocou um racha no movimento, haja vista que enquanto uma parte lança amanhã o nome de Roberto Feitosa como pré candidato, outra ala, encabeçada por Daniel Blumme declarou apoio à reeleição de Diaz, inclusive indicando a advogada Ananda Farias, também integrante do grupo, como vice da chapa.

Na corrida eleitoral, com exceção de Baldez que realizou o lançamento de sua pré-candidatura divulgando, inclusive, nominalmente os integrantes do grupo, cuja chapa deverá ser registrada no próximo dia 18, todos os demais concorrentes apregoam nos corredores do Fórum que estão com o grupo montado, porém, a prática diverge do discurso, incluindo o atual mandatário da seccional, já que até o momento nenhum deles, de fato, apresentou o time pronto para a disputa.

De acordo com analistas que acompanham à distancia a eleição da entidade, alguns fatores estariam por trás do lançamento da pré-candidatura de Feitosa. Primeiro, eles apostam que por ter um nome leve e aliados que podem lhe dar suporte financeiro, o pré-candidato de uma ala do Repense, teria condições de equilibrar a disputa, muito embora, o discurso de outrora não soa mais com tanta empolgação entre os colegas.

Nos bastidores da advocacia uma pergunta insiste em não calar: Será que Feitosa estaria acometido pela síndrome de Estocolomo? Estado psicológico particular, em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo amor ou amizade perante o seu agressor. No entanto, a resposta para este questionamento, só tempo poderá responder.

Ainda segundo os mesmos analistas, com um único propósito, ou seja, manter o “status quo”, não está descartada uma possível aliança dos demais pré-candidatos: barrar Mozart Baldez, pois o discurso duro direcionado ao Poder Judiciário torna claro que ele [Baldez] não seria o candidato de interesse do sistema, mas, por outro lado, representa o anseio de mudança que a classe vislumbra, para readquirir o respeito e a importância que, de fato, a profissão merece.

Entre verdades mentiras, uma coisa é certa: o mesmo grupo que amanhã lançará Feitosa já vem dando suporte à reeleição de Thiago.

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