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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Doença comum preocupa autoridades de saúde no Brasil


Um dia inteiro para falar, explicar e conscientizar a população sobre a asma. É assim, há anos, que pacientes da doença e profissionais da saúde especializados na patologia celebram o Dia Mundial de Controle da Asma. 

“Por ser uma doença comum, há uma tendência de boa parte da população encarar a asma como uma doença qualquer e não buscar informações sobre tratamento correto, o que é um equívoco, contra o qual todos lutamos”, ressalta a pneumologista Maria Eugênia Filgueiras, do Hapvida Saúde.

Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, cerca de 11% da população brasileira tem asma, doença genética – o paciente recebe de algum familiar o componente genético – e, portanto, incurável. “Em contato com fatores naturais, do meio ambiente, a pessoa passa a adquirir uma inflamação das vias aéreas e desenvolve os sintomas da asma”, explica a médica.

Apesar de não ter cura e de exigir cuidado constante, a doença tem tratamento. “A pessoa pode ter uma vida absolutamente normal, mas é preciso controle frequente. A doença não está controlada por vários motivos, mas, principalmente, por falta de informação e falta de acesso a medicamentos, embora o governo já disponibilize gratuitamente alguns medicamentos”, destaca Maria Eugênia.

Crises

As crises de asma são caracterizadas por vários sintomas, mas o principal deles é a redução ou até mesmo o fechamento do fluxo de ar. O tratamento é bastante eficaz e pode reduzir muito a chance do paciente desenvolver as crises. O problema é que, pela falta de importância que o tema tem na sociedade, ainda é grande a quantidade de mortes causadas por crises de asma no Brasil.

 “Estudos que foram feitos no Brasil com pacientes que morreram com crise de asma demonstram que um dos principais motivos foi a falta de informação sobre tratamento e medicamentos, que não são usados de forma correta. A média é de 3 pessoas mortas por dia vítimas de crises de asma no Brasil”, revela a especialista.

 Agravamentos

Geralmente, quem sofre de asma também tende a conviver com outra doença inflamatória, a rinite, igualmente frequente e preocupante. Estudos da Associação Brasileira de Pneumologia demonstram que a rinite atinge cerca de 35% da população brasileira e mundial. E, aproximadamente, 80% dos asmáticos sofrem com rinite.
Rinite alérgica se caracteriza por coriza, espirros em salva, coceira no nariz, obstrução nasal. A pessoa não consegue dormir direito, o sono não se aprofunda. Isso atrapalha qualquer pessoa na vida. Tem, ainda, coceira nos olhos, ouvidos e garganta.

“Pessoas que têm asma têm que tratar direito a rinite. Se não tratar direito a rinite, pode agravar a asma. Vários fatores podem piorar a situação. Por exemplo, os alérgenos, como ácaros da poeira doméstica; animais domésticos (cão e gato); restos de inseto (baratas); o bolor, que é o fungo na parede; entre outros”, lembra a média Maria Eugênia.

Outros fatores preocupantes e irritantes são o contato com produtos químicos, o tabagismo (fumaça de cigarro) e infecções virais respiratórias. “É preciso haver controle sobre isso. Na casa de um alérgico não pode entrar cigarro de jeito nenhum”, alerta a especialista, que também lembra o quanto uma simples virose, como a gripe, pode descompensar o quadro de asma. “A vacinação contra o vírus da gripe é importante. Além disso, outras doenças também devem ser combatidas, como o diabetes e a obesidade, a fim de se evitar as mortes por asma no país.

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