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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Flávio Dino tratava Madeira com má vontade


AQUILES EMIR- Num debate travado neste sábado pelo WhatsApp (Grupo Fuxico de Pastos Bons) com o secretário estadual de Infraestrutura, Clayton Noleto, o ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira (PSDB) descarrega todas suas mágoas pelo tratamento que teria recebido do governador Flávio Dino (PCdoB), mesmo tendo o apoiado na eleição de 2014. Madeira chega a insinuar que foi empurrado pelo grupo do governador para apoiar o senador Roberto Rocha, na eleição de 2018, ao dizer que “vocês me colocaram nesse rumo quando ficou muito claro que no vosso grupo eu era um alienígena”.
Madeira diz que quando decidiu apoiar Flávio Dino – “você é testemunha da intensidade com que participei da campanha”, diz a Clayton –  estava convicto que até estaria participando do núcleo do governo. “No início acreditei nisso. Aos poucos fui sentindo a exclusão”, frisa, lembrando que chegou ao ponto de concordar em apoiar em 2016 um candidato do PCdoB a prefeito de Imperatriz, que seria o deputado Marco Aurélio, mas depois percebeu que nem o seu nem o grupo de Clayton tinha importância para o Governo, pois “estava claro a preferencia pelo PDT e seu expoente no Estado(o deputado federal Weverton Rocha). No grupo do governador Flávio Dino meu espaço era de mero figurante”.
O ex-prefeito diz que por conta desse tratamento decidiu seguir seu próprio caminho, “como aliás sempre fiz. As vezes fui derrotado muitas vez saí vitorioso, mas jamais aceitei ser liderado como uma ovelha de um rebanho. Jamais escolhi o caminho fácil. Se assim fora teria ficado com Roseana (Sarney) quando trocou de candidato. Larguei tudo. Inclusive R$ 20 milhões de convênio”.
Tratamento – Sebastião Madeira reclama do tratamento dispensado a ele pelo ex-governador Flávio Dino: “Nos últimos meses do meu governo, o governador não me atendia pelo telefone. Não lia as mensagens dramáticas que enviava. O próprio Cleiton (secretário) que eu considerava minha ligação com o governo também não atendia. Só falava com o governador quando ia ao aeroporto na sua chegada (a Imperatriz) e mesmo com muita má vontade”.
Questionado por que então está apoiando Roberto Rocha se este sequer apoiou seu candidato a prefeito, já que estava no palanque de Ildon Marques, Madeira responde: “O Roberto não é governador. Enquanto vocês se afastaram de mim, ele se aproximou. Simples assim. No fundo pensaram o seguinte: O Madeira está saindo da prefeitura desgastado. Morto politicamente. O controle do partido e do Brandão. Por que vamos perder tempo com ele? Vida que segue”.

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