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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Professores suspendem greve e aguardam parecer do Ministério Público sobre as contas municipais da educação


Professores decidiram em Assembleia Geral Extraordinária, realizada na manhã do último domingo – 03.09 – desocupar o prédio da Semed e suspender a greve por 20 dias.
As propostas apresentadas à apreciação da categoria foram conjecturadas a partir das discussões na retomada das negociações, ocorrida na última sexta-feira, dia 1 de setembro, na Procuradoria Geral de Justiça, intermediada pelo Ministério Público.
Contra-partida
Até o dia 15 de setembro, a Semed irá providenciar, por meio de folha suplementar, a devolução dos descontos sobre os salários dos professores grevista, assim como vai garantir a permanência dos educadores no mesmo local de lotação e ainda assegurar o direito da ampliação (40h), ou seja, nenhum professor que aderiu à greve será retaliado por meio de penalizações funcionais.
Ficou acertado também que a partir de amanhã a Semed deverá encaminhar ao Ministério Público toda a documentação necessária para que os técnicos do Ministério Público do Maranhão possam analisar a viabilidade financeira para a concessão do reajuste, com prazo estabelecido de até 20 dias úteis. A documentação consiste na folha de pagamento do magistério, assim como os recursos recebidos do FUNDEB, do MDE, etc. Os professores terão a oportunidade de analisar a folha de pagamento da educação pública de São Luís, uma caixa preta mantida a sete chaves pelo governo municipal.
“Tivemos uma negociação difícil. O secretário de Educação, Moacir Feitosa, e o secretário de governo, Pablo Rebouças, não tinham nenhum interesse em negociar, mas com a coerência e persistência do sindicato, e a postura firme e imparcial do MP, os gestores públicos foram obrigados a ceder, reabrindo a negociação e permitindo que houvesse diálogo onde antes só existiam mentiras”, disse a professora Elisabeth Castelo Branco.
Assembleia
Mais uma vez a Assembleia Geral Extraordinária teve a participação efetiva dos professores que de forma democrática, decidiram os próximos passos da categoria na Greve Geral.
Os professores puderam expor as suas ideias e sugerir encaminhamentos que foram analisados e votados pelos pares.
Para a professora Elisabeth Castelo Branco, mais uma vez o Sindeducação demonstrou a responsabilidade que tem com a categoria. “Estamos hoje, mais uma vez, reunidos em Assembleia para deliberar os rumos que a categoria vai seguir nessa greve. Estamos discutindo e analisando o que é melhor para todos nós. A decisão será coletiva e não da diretoria do sindicato” defendeu a professora Elisabeth Castelo Branco.
Desocupação
Ao final da Assembleia os professores fizeram uma força tarefa para desocupar a Semed. De mão a mão, foram retiradas cadeiras, mesas, mantimentos, aparelhos eletrônicos, e alimentos que serviram de apoio à ocupação.
A presidente do Sindeducação, Elisabeth Castelo Branco, percorreu todas as dependências do prédio, mostrando para os promotores da Educação, Paulo Avelar e Luciane Belo e a assessoria jurídica da Semed, as condições do local que foram entregues limpo e organizado.
Depois da averiguação, a professora Elisabeth Castelo Branco entregou o prédio para a Assessoria Jurídica da Semed.
Durante 10 dias, professores (as) abandonaram seus lares, se mudaram para a Semed e permaneceram firmes e empoderados na luta. Foram dias difíceis, mas superados pela unidade da categoria e firmeza das lideranças sindicais que não fogem a luta. A categoria dos professores, mais uma vez, marca a história da luta sindical de São Luís, que se manteve aguerrida e não cedeu às pressões patronal, seguindo no enfrentamento por melhores condições de trabalho e valorização profissional.
“A greve continua e a categoria agora tem 20 dias para recarregar as baterias. Vamos manter a unidade, continuar as mobilizações nas escolas, se fortalecer, não podemos parar de lutar para defender os nossos direitos diante desse cenário de massacre a classe trabalhistas, finalizou a professora Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação.


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