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domingo, 5 de junho de 2016

NOTINHAS DA MANHÃ !

GREVE COMPLETA 13 DIAS

A greve dos professores da rede municipal completará 13 dias nesta segunda-feira (6) em São Luís, mesmo sendo considerada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), após decisão monocrática do desembargador Lourival Serejo, publicada na última terça-feira, 31.

CONTRARIANDO A JUSTIÇA

A greve passou a ser ilegal desde o dia 31 de maio, mas contrariando decisão judicial, o Sindicato da categoria, o Sindeducação, decidiu em manter a agenda do movimento paredista. A decisão judicial diz que os professores deveriam voltar imediatamente às atividades, sob pena de multa diária de R$ 10 mil. Apesar disso, mesmo assim, a categoria decidiu pela continuidade da paralisação.

DIÁLOGO NA CÂMARA    

Na última quarta-feira, 1º de junho, a Comissão de Educação da Câmara de São Luís, realizou um reunião em busca de dialogo com o movimento grevista para buscar um entendimento com a categoria. na oportunidade, a presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco, fez uma apresentação de esclarecimento aos representantes do poder legislativo mostrando a atual realidade das escolas municipais da capital maranhense.

Foto: Paulo Caruá
LUTA NÃO É SÓ POR REAJUSTE

A presidente do Sindeducação, professora Elisabeth Castelo Branco, disse estar totalmente aberto ao diálogo com a prefeitura de São Luís. Segundo ela, a categoria não luta apenas por reajuste salarial, mas pelas condições de trabalho e infraestrutura nas escolas. “O que a categoria de professores não vai aceitar é a omissão do governo municipal em atrelar inverdades sobre a luta desse movimento que é limpo e legítimo. Os professores rejeitaram a proposta de parcelamento da Prefeitura. Não estamos brigando apenas por reajuste salarial – mas pelas condições de trabalho; infraestrutura nas escolas; segurança em todas as unidades de ensino; material didático e pedagógico; concurso público; regularização do transporte escolar, entre outras medidas na educação”, relatou a presidente.

Foto: Paulo Caruá

 REUNIÃO FOI POSITIVA

O vereador Ricardo Diniz (PCdoB) avaliou como positivo a reunião e disse que esse tem sido um pleito continuo da Comissão de Educação, desde o período em que ele era o presidente do colegiado. “O nosso intuito sempre ouvir a pauta de reinvindicação da categoria e aqui foram explicitadas todas as condições, agora é buscar ouvir o secretário de Educação, Moacir Feitosa e encontramos uma saída para o impasse”, declarou.

SERIEDADE COM A QUESTÃO

A vereadora Rose Sales (PMB) afirmou que a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior tem se furtado de suas designações políticas frente ao sistema educacional de São Luís. Ela disse ainda (pontuando as obrigações do atual governo) que a essa questão deve ser tomada com seriedade por parte do prefeito – para que os docentes e discentes não possam ser prejudicados durante a jornada de ensino.

PROPOSTA PARA FIM DO IMPASSE      


Durante a reunião da Comissão de Educação, o vereador Fábio Câmara, líder da oposição na Casa, se comprometeu em apresentar, na próxima segunda-feira, uma lei autorizativa para que o prefeito Edivaldo de Holanda Júnior possa remanejar do orçamento da Secretaria Municipal de Comunicação, que é de R$ 23 milhões ou da Secretaria Municipal Extraordinária de Governança Solidária, com orçamento de R$ 30 milhões, para a Secretaria Municipal de Educação, visando ajudar na complementação do valor que os professores estão propondo. A proposta de Fábio Câmara tem objetivo de pôr fim à greve que prejudica mais de 85 mil alunos.

Fotos: Paulo Caruá

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