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quinta-feira, 10 de março de 2016

Escolas municipais de São Luís seguem abandonadas pela Prefeitura


Apesar da diversidade problemática de cada unidade escolar, a sensação é de repetição dos problemas já vistos.  É essa a percepção que se tem ao entrar nas escolas da rede municipal – todas as unidades apresentam a mesma esfera de precarização e abandono do espaço escolar.

“As escolas são diferentes, mas os problemas são os mesmos; a desassistência do poder municipal é um capítulo contínuo, que é preciso finalizar”, pontuou a professora Isabel.

Na U.E.B Alberto Pinheiro, a comissão formada pelo Sindicato dos professores da rede municipal, representada pelas professoras, Orfisa Surama e Isabel Cristina, se depararam com a degradável situação de professores e alunos – agonizando no calor, pois, nenhuma das salas possuem ventiladores. E para enfrentar a temperatura quente, o correto é tomar muita água – só que, infelizmente, a escola também não tem!

Já na U.E.B Bernardina Espíndola, o contexto repetitivo volta à cena – e mais uma vez a unidade escolar foi saqueada e, desta vez, todos os ventiladores foram levados, além dos materiais escolares da crianças para o ano letivo. Segundo informações da Professora Ana Josélia, a ação criminosa ocorreu no último domingo, 6 de março. A escola é alvo contínuo de ação criminosa, que permanece sem geladeira e outros materiais de utilidade na produção da merenda escolar.

Na escola Dayse Linhares o enredo do caos no ensino se perpetua – sem ventiladores, sem água, sem vigilância, sem recursos pedagógicos e também, com o teto comprometido. A professora Lícia Fernanda relatou a constância de crises de sinusite e rinite que tem de lidar durante o dia a dia, devido ao ambiente abafado. “Além da total desvalorização que o sistema municipal trata os professores, a categoria ainda tem que enfrentar problemas de saúde ocasionados pela falta de estrutura nas escolas, expôs a professora Orfisa”.

Na Creche escola Maria de Jesus de Carvalho, apesar dos ventiladores, o local ainda é quente e abafado. O local também tem sérios problemas com a incidência de chuvas por causa das goteiras.

A “super dupla” – prefeito Edvaldo Holanda Júnior e o ex-secretário de Educação, Geraldo Castro ao longo dessa gestão fragmentaram a rede de ensino de São Luís sob um patamar de deterioração – quase que irreversível. Agora, o desafio está com o atual secretário de Educação, professor Moacyr Feitosa – de organizar a bagunçada que a dupla de fanfarrões fizeram na educação pública.

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