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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

SEMED adia reunião e evita debate de problemas educacionais com Sindeducação


A Prefeitura de São Luís e a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), continuam negligenciando os assuntos relacionados a área educacional. Já é comum a ausência de representantes da SEMED em reuniões que pautam as reivindicações do corpo escolar.

A reunião que seria na sexta-feira (22), na UEB Professor João de Souza Guimarães, localizada no bairro da Divinéia, foi remarcada pela Secretaria de Educação para segunda feira (25); assim como aconteceu na sexta, a SEMED novamente não compareceu na segunda (25), como havia combinado com professores e pais de alunos para tentar solucionar as problemáticas existentes no ambiente escolar.

O nome para tal atitude é descompromisso. A secretaria de Educação e a Prefeitura de São Luís, órgãos responsáveis pelo funcionamento da educação pública, carregam um histórico de inatividade. Um cenário de desordem que vem se disseminando a cada dia; mesmo com problemas fáceis de resolução, o governo municipal perdeu o controle da situação.    

Reunião

A reunião marcada para solucionar os problemas existentes na instituição de ensino, mais uma vez foi “esquecida” pela Secretaria de Educação. A prof. Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação, disse que o posicionamento do governo municipal é uma vergonha e que a ausência da SEMED nas reuniões vem sendo uma rotineira, quando se trata de assuntos educacionais.

“Em três anos, a gestão municipal vem engatinhando em termos de educação e isso, na verdade, vem sendo noticiado todos os dias pela mídia e pela Direção do Sindeducação; problemas de infraestrutura são antigos e nunca foram resolvidos; tem escola que nunca passou por uma reforma em dez anos, ou seja, existe um Poder Público inerte que não consegue solucionar nem os problemas básicos de manutenção escolar”, disparou a presidente.

Segundo a sindicalista, uma escola digna deve ter pelo menos salas confortáveis e material escolar para se trabalhar. “O aluno só tem o pincel, o quadro e o enorme esforço do professor; a criança necessita de salas de informática, para contemplar os avanços tecnológicos; precisa de uma biblioteca para a leitura; laboratório de ciências, enfim, o estudante necessita do novo, do lúdico para conseguir se desenvolver em sala de aula; atividades diferenciadas, mas isso tudo, tem sido um sonho, se depender do atual governo”, concluiu a presidente. 
  
No decorrer da reunião, nas dependências físicas da Escola, professores e pais de alunos, protestavam o tempo inteiro e pediam a presença do secretário Geraldo Castro. Para o prof. Rodrigo Goulart, o problema perpassa um âmbito muito além da desorganização de um governo, segundo ele, isso tem recaído em sofrimento para as crianças que dependem do serviço público.

 “É inadmissível está de acordo com uma gestão desconexa com a educação pública. O corpo escola pede socorro diante dessa situação; ficamos à mercê do caos que penetrou na educação municipal; não queremos medidas paliativas, pois não atendem a necessidade dessas crianças, precisamos de uma escola com infraestrutura adequada”, protestou o educador.   
    
 A mãe de aluna, Maria Francisca, diz está completamente triste pela situação que chegou a escola. “Não tenho condições para colocar minha filha em uma escola particular. Já imploramos por mudança e até agora nada mudou. Minha filha precisa desenvolver, mas nesta escola fica impossível, pelas condições que ela se encontra”, criticou.  

Durante a pauta, a presidente da entidade sindical também mencionou sobre os recursos do governo federal, inclusive do Fundeb, FNDE, PNATE, depositado mensalmente nos cofres públicos, porém, a aplicabilidade do dinheiro não está sendo incluído nas referidas necessidades das escolas. “Uma verdadeira caixa de segredos”, disse a profa. Elisabeth.


“Existem três recursos garantidos pelo governo federal todo mês; a merenda escolar; reforma de escolas e transporte; mesmo com os recursos do governo, o órgão local não tem cumprido com suas responsabilidades. Recurso vem de forma mensal, mas vontade de fazer, o poder público não tem”, criticou a professora.

Descompromisso

O poder municipal que nunca moveu uma palha para mudar a realidade da educação da nossa capital; não só a violência nos espaços escolares; a infraestrutura do ambiente; a carência de educadores e cuidadores; a constante falta de água, mas a mudança de paradigma no intuito de diferenciar a mesmice de sempre; a postura da atual gestão é vergonhosa; todos os dias e todas as horas são veiculados notícias com os problemas no ambiente educacional e, nem com isso, o prefeito Edivaldo Holanda Junior se comove, quanto mais o secretário de Educação Geraldo Castro Sobrinho.

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