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domingo, 3 de janeiro de 2016

Rose Sales (PV) reúne com representantes da cultura de São Luís e diz que seu projeto para a área inclui ajuste no orçamento municipal




“Cultura não se faz sozinho. Cultura se promove é com participação popular”. Com esta frase, a vereadora e pré-candidata à sucessão do governo municipal Rose Sales (PV), realizou o que ela chama de Plenária Setorial com representantes da cultura ludovicense, sábado, 17, deixando evidente o fato de que é necessário reconhecer a cultura como política pública e que é preciso ouvir os movimentos socioculturais sobre suas verdadeiras necessidades. “As plenárias são atividades do Partido Verde. Constituem-se momentos especiais de escuta e de interação popular, com o fim de recepcionar contribuições e definir prioridades para compor a nossa plataforma de governo. É preciso valorizar a cultura da nossa cidade. Temos uma cidade que é Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, mas que está quase perdendo o título”, afirma a presidente do PV.

No encontro, que ocorreu no Grand São Luís Hotel, localizado no Centro Histórico da capital maranhense, estiveram presentes representantes do bumba-meu-boi, do carnaval, da cultura gospel, da dança, da literatura, da música e de outros segmentos da cultura popular maranhense. Rogério Avelar, militante das manifestações culturais de São Luís e vice-presidente da escola carnavalesca Favela do Samba, entende que as ações do gestor municipal deveriam ser melhor clarificadas junto à comunidade. “As ações do prefeito deveriam ser explicadas em massa, para toda a população. Assim, o exercício da democracia estaria, realmente, sendo posto em prática. Estamos às vésperas do carnaval e até agora não fomos chamados e, ainda, têm brincadeiras que nunca receberam o pagamento do carnaval e do São João do ano de 2015”, destaca ele.

Como já era de se esperar, os participantes do encontro demonstraram compromisso, inteligência e criatividade no ato de expor suas opiniões e sugestões para a valorização da cultura. Comprovaram saber o que pensam e o que querem para a ressignificação da política cultural de São Luís. Que a cultura é um instrumento educativo e de ressocialização. “É importante instaurar uma política de cultura com caráter sustentável e inclusivo”, propõe Ubaldo Martins Gomes, do Conselho Municipal de Cultura de São Luís.


Arerê, do bairro Madre Deus, propôs à vereadora—em sendo ela prefeita de São Luís —“que implante a garantia de respeito e acabe com as preferências políticas na cultura, que dê acesso para todos, incluindo a cultura evangélica”, diz ele. Já Rosa Helena, representante do movimento cultural do bairro Santa Bárbara, levantou a discussão sobre a questão de priorizar a cultura como política pública. “Tem que se dar uma parada e fazer tudo de novo. No ritmo que está não pode ficar”, pondera.

Representante da cultura evangélica, o músico Caco de Carvalho ventilou a importância de desburocratizar e despolitizar a cultura. Ele se refere à política de projetos culturais em que os recursos só são liberados para alguns artistas que têm apadrinhamento político. “Isso tem que acabar — reclama ele. — Eu, por exemplo, tenho um acúmulo de “nãos” aos meus projetos. Há preferências na liberação dos recursos. É preciso que a política de liberação de recursos seja democratizada. Espero que a vereadora, quando for prefeita, pense numa política de recursos para a cultura realmente igualitária”.

Na avaliação de Rose Sales, a plenária com os representantes da cultura “foi bastante rica pelas contribuições consistentes que cada um expôs e que, sem dúvida, vai nos nortear na construção de uma política efetiva de cultura para o município de São Luís. Rica, também, pela diversidade das representações, em que tivemos escritores, carnavalescos, músicos, escolas de samba, blocos tradicionais, tambor-de-crioula, brincadeiras sanfonadas, bumba-meu-boi, e membros da cultura gospel, em que demonstraram muita disponibilidade para contribuir com a cidade”, declarou a pré-candidata.

Ouvindo todos atentamente, a parlamentar enfatiza o fato de que as pessoas envolvidas nos movimentos culturais têm uma luta, uma convivência diária com o fazer cultural no município e “é isto que pode, na verdade, nortear qual a política de cultura que precisa ser implementada em São Luís e vencermos a existência de meros calendários de festividades”, observa. Para ela, a ausência de política pública da cultura é algo lamentável porque considera a produção cultural de São Luís uma produção riquíssima e que, por isso, “precisa estar articulada, também, à política de turismo e de educação, resgatando títulos como de “Atenas Brasileira” e promovendo o crescimento da cidade, com preservação de nossa identidade cultural”, assevera a vereadora.

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