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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Edivaldo Holanda e Geraldo Castro arruinaram a Educação Pública em 2015. O que esperar de 2016?

GERALDO CASTRO E EDIVALDO HOLANDA JUNIOR 

A administração do prefeito Edivaldo Holanda Junior é um mix de descompromisso, negligência e má gestão. Os anos de 2013, 2014 e 2015 tiveram distinções notórias e negativas para a educação de São Luís.
Ações do tipo “tampar o sol com a peneira” foram ensaiadas pelo secretário de Educação, Geraldo Castro Sobrinho, mas, diante de um histórico problemático vivenciado nos ambientes escolares, nada mudou. Desastrado no trato com os educadores da rede pública, o secretário não soube sequer estabelecer um diálogo honroso com a Direção do Sindeducação.
Em 2015 a educação pública municipal sofreu com a ausência de oxigenação; foi um ano de sofrimento contínuo para educadores e sociedade em geral, onde os gestores municipais já citados – despreocupados com o cenário atual – enterraram o ensino público e, com ele, os sonhos de milhares de crianças e adolescentes. Com isso, uma parte dos sonhos de cada professor que labuta dia após dia em sala de aula, doando parte de sua vida aos seus alunos, também foi enterrado nesta cova aberta pela atual administração.
Ações, atitudes, mudança de fato, tudo isso – diga-se de passagem, tão prometidas – não aconteceram; de outro lado, discursos impecáveis na retórica deram vazão ao mundo fantástico do faz de conta que está tudo bem, para o secretário e prefeito. Na verdade, nesse governo, muito se prometeu e nada se fez.
Desde 2014 mais de 28 escolas sofreram algum tipo de ataque criminoso. Em 2015 assistimos uma filme de guerra ultrapassar todos os limites, colocando em risco a vida de todos que integram o corpo escolar (alunos, professores e funcionários). O último episódio de violência aconteceu na UEB “Bernardina Espíndola” localizada no Centro. Bandidos subtraíram todos os objetos da unidade e destruíram as dependências internas do ambiente, causando assim, um atraso do ano letivo e prejudicando o desenvolvimento do corpo discente. Para o secretário de Educação só mais um caso rotineiro de polícia.
O ano de 2016 mal começou e as unidades escolares Bernardina Espíndola, Alberto Pinheiro, Zuleide Andrade e Cidade olímpica sofreram atos de vandalismo e destruição. Isso demonstra quanto o governo municipal tem desrespeitado a educação; problemas que perduram desde 2013 e fáceis de resolver quando se tem boa vontade, compromisso, preparo e competência, mas os gestores continuam de braços cruzados.
Descaso
Ausência de infraestrutura adequada; insuficiência de profissionais na área; a falta de políticas de segurança diferenciada; a carência de projetos pedagógicos; estas e outras problemáticas corriqueiras no âmbito educacional tem ganhado espaço notório na rede pública municipal de ensino; além disso é necessário pontuar os problemas específicos na rede elétrica, hidráulica e sanitária; e a Prefeitura de São Luís? Certo; vive num estado de apatia; sem apresentar soluções contundentes e ações objetivas no intuito de resolver essa situação que vem atingindo não só o espaço escolar mas também a sociedade civil em geral.
Mesmo com um índice alarmante de violência no ambiente pedagógico, prefeito e secretário colocam o tema como a menor das preocupações e sem apresentar soluções concretas. Eles prometeram solucionar o caos da falta de segurança em 2015, mas não cumpriram.
É comum encontrar no interior das escolas várias limitações no ambiente. As razões alegadas variam desde a escassez de profissionais à acessibilidade arquitetônica (infraestrutura). “A vulnerabilidade vista em escolas da rede municipal é uma realidade verídica e necessita ser observada com outros olhos pelo poder público de São Luís. A educação municipal precisa urgentemente de uma atenção especial, caso contrário, vamos perder nossos alunos para o mundo da criminalidade. Além disso as escolas sucateadas e deterioradas são a imagem de um governo descompromissado com o processo educacional”, acentuou a Professora Elisabeth Castelo Branco, presidente do Sindeducação.
As poucas ações positivas realizadas pela atual administração foram – de fato – encaminhadas pela Secretaria de Governo, que discutiu e encaminhou temas como implantação das progressões conquistadas pelo Sindeducação.
ANO ELEITORAL, PREFEITO E SECRETÁRIO VÃO MUDAR DE ATITUDE?
O que vai acontecer em 2016?! Pode ser que neste ano possam demonstrar serviço e muito trabalho para não perder as eleições que acontecem em outubro. Infelizmente, o poder público funciona na base da pressão ou na base eleitoral dependendo do objetivo das eleições.
Pelo andar da carruagem, 2016 está caminhando para o descaso e a negligência da atual gestão. O que fez a Prefeitura de São Luís em três anos de mandato? O que pretende fazer no último ano? A sociedade em geral, através dos meios de comunicação de massa, se deparou com escolas sendo arrombadas, destruídas, queimadas, assaltadas, além de docentes e discentes clamando por socorro diante de uma gestão incúria.
Calendário Escolar
Para completar a incompetência da SEMED, já no fim de dezembro de 2015, o secretário Geraldo Castro Sobrinho realizou uma reunião para tratar do suposto calendário escolar de 2016; a verdade é que esse calendário jamais será cumprido enquanto não resolver os problemas antigos que até o momento assolam os espaços escolares.
Tanto, que na última sexta feira (08), ocorreu uma reunião com gestores da SEMED, diretoria do Sindeducação, professores e membros da Associação de Moradores da Cidade Olímpica, onde o objetivo do encontro foi cobrar respostas da Secretaria de Educação sobre a reforma da UEB Jairo Rodrigues, desde agosto parada e sem previsão para finalização da obra.
Outro ponto discutido na reunião foi justamente a lotação do Anexo Ribamar Bogea que abriga alunos da UEB Jairo Rodrigues. Segundo o corpo escolar, extremamente revoltados com a situação, relataram que as crianças ficam em locais inapropriados e quando o calor atinge a saúde e a integridade física dos alunos. O retrato do descaso da gestão municipal foi o que ocorreu com uma menina da educação infantil; ela caiu da escada e quebrou a arcaria dentária, pois a escola improvisada não possui estrutura adequada para os alunos.
Além da cobrança pelo início da obra, professores questionaram a proposta de calendário escolar de 2016 proposto pela Secretaria de Educação Municipal. Segundo a Prof. Orfisa Surama, da diretoria do sindicato, durante a reunião, explicou que o calendário escolar é pura ilusão.
“É inviável a SEMED propor uma discussão diante do caos que se encontram as escolas de São Luís. Enquanto não resolver os problemas de infraestrutura e insegurança o calendário será apenas um papel organizado mas sem as devidas soluções”

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