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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Comissão de Direitos Humanos ouve Moradores do Anil e Alunos do Cintra


Fonte: Assembléia Legislativa.



A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, representada pelos deputados Bira do Pindaré (PSB) e Rubens Pereira Jr (PCdoB), recebeu nesta quarta-feira (9) a vereadora Rose Sales, acompanhada de moradores do bairro Anil para reivindicar a falta de segurança na região.


Segundo populares, uma unidade prisional estaria sendo construída na área onde funcionava a FEBEM. “Primeiro é necessário termos a confirmação se essa construção se trata mesmo de uma unidade prisional. Se for confirmado, nós moradores anilenses não aceitamos e vamos buscar o embargo da obra. Estamos precisando de segurança e não da vinda de mais bandidos. Mesmo que seja uma unidade para menores infratores, nós não aceitamos”, contou um dos moradores.


Por se tratar de uma obra da pasta de segurança, a vereadora Rose Sales sugere a construção de uma Unidade de Segurança Comunitária (USC) ao invés de mais uma unidade prisional. “O que queremos é garantir que nosso povo esteja em segurança. Então, que seja implantada uma USC, que aí sim trará benefícios à área”, sugeriu.

Um abaixo-assinado com cerca de 400 assinaturas que vão contra a situação foram entregues à comissão durante a reunião. “É a prova de que somos a maioria. Só queremos paz”, disse um morador.

O deputado Bira do Pindaré declarou apoio à comunidade e garante lutar pela causa. Para ele, o primeiro passo é ouvir a Secretaria da Justiça e Administração Penitenciária. “Primeiramente quero dizer que a USC me parece a solução mais adequada, até porque unidades prisionais não devem ser localizadas em áreas residenciais amedrontando uma comunidade, como é o caso de vocês. E como é também o caso da Comunidade das Mecês, que eu já acompanho há um bom tempo. Por isso, vamos deixar aqui marcado para a próxima quarta-feira  uma audiência com o secretário da SEJAP e com os moradores envolvidos”, convocou.

Antes de finalizar a reunião, Rose Sales ainda se pronunciou elogiando a atuação dos parlamentares. “Quero parabenizar aos deputados por terem nos ouvido e aceitado fazer essa mediação com a secretaria. Agora sim, juntos, iremos encontrar uma solução para estes moradores”, concluiu.

CINTRA

A Comissão de Direitos Humanos recebeu, também nesta quarta, um grupo de alunos e de professores da Fundação Nice Lobão Cintra, Centro Integrado Rio Anil, que vieram denunciar a má administração do atual gestor Arnaldo Costa.

“Vivemos em uma ditadura militar dento daquele colégio em pleno ano de 2014”, foi assim que os alunos e funcionários do Cintra relataram a gestão do diretor da fundação.

“Eu não acredito que uma escola com 7. 500 alunos, onde 90% é contra essa gestão, nada pode ser feito e que ele ainda continue no comando. Alguma coisa tem que ser feita”, declarou o presidente do grêmio do Cintra.

Segundo o relato de alguns alunos, Arnaldo age de forma autoritária, inclusive fazendo ameaças e perseguições dentro das instalações do colégio. “Se temos alguma reclamação a fazer ele nunca pode nos ouvir e quando escuta parte para ameaças ou deixa claro que nada pode ser feito. Por exemplo, na minha turma temos apenas 4 professores de um grade que exige 13. Fomos reclamar, mas a resposta que tivemos é que ele nada pode fazer. E aí? Como a gente fica?”, conta um dos estudantes.

Em relação a este caso, o deputado Bira do Pindaré disse já ter dado entrada em uma ação junto ao Ministério Público contra a atual gestão e está aguardando uma resposta da justiça. “Ele já está completamente errado pela gestão de 19 anos. Sendo que o estatuto do Cintra estabelece que um diretor deve ficar à frente da fundação no máximo 6 anos. Aí já está o primeiro erro. Está claro que há uma ditadura instalada nesse colégio e que precisa ser urgentemente destruída”, assegurou.

Um dos alunos sugeriu como solução a realização de uma eleição direta para diretor do Cintra, mas o parlamentar adiantou que no Maranhão até então nunca aconteceu uma nomeação por estes meios. Ainda assim, prometeu verificar a possibilidade de pleitear uma eleição.

“Eu nunca vi aqui no nosso estado um diretor ser nomeado por votação, mas nós podemos tentar. Aliás, quero parabenizar vocês alunos que estão nessa luta e que se comprometeram a entrar nessa batalha em busca de uma educação melhor e com qualidade”, finalizou.

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